segunda-feira, 28 de julho de 2008

Amar e mudar as coisas, me interessa mais.

O tunel e a luz.
Tão distantes e tão próximos.
Já nem sei quanto tempo faz que andar no tunel nem era mais divertido, a luz que vinha era da máquina, sentir o chão tripidando e o barulho do motor nem davam medo.
Acabei dormindo, de tédio, em cima dos trilhos.
Mas acordei com um barulho diferente, pássaros talves. Como vou saber?
Tanto tempo ouvindo apenas a máquina vindo em minha direção.
Sei lá, talves fosse um trem fantasma, passou, foi embora.
A Luz ficou mais viva e mais forte. Mas ela não se move!
Eu vejo que pra alcançá-la, eu mesmo devo caminhar.
Cheguei a conclusão de que o trem é tudo aquilo que nos empurra pro penhasco, que vai afunilando as saídas. Mas descobri que ele passa e você nem sente, quando vê, você nem estava no mesmo trilho que ele, era só "pra dar a impressão". O destino tem dessas coisas.
É o desatino da percepção!
Porque a vida é muito mais que uma unica direção, você pode(e deve) manter-se forte, e se for preciso, mudar de trilho, ou talves voltar até a ultima biforcação e recomeçar o caminho. Porque em novos caminhos, sempre há novos horizontes, pode ser que você encontre o que tanto esperava. E quando isso acontece a vida tem outro sentido.
Só não fique no trilho errado, se não você perde o brilho, perde a vontade de mudar, aí o trem vem e já era.

Eu não sei se mudei, ou se apenas voltei ao caminho certo. Nem sei até quando vou seguir esse rumo.
Mas hoje eu vejo o sol.
Mesmo que pareça mais distante, é muito mais bonito. A vontade de ir de encontro é mais forte que a distância que nos separa.
E pra ver o sol basta querer mudar, basta querer amar, basta seguir a sua direção.

Como disse Belchior, e tão bem(e também) cantou Humberto.

Amar e mudar as coisas(hoje), me interessa mais.
Muito mais.

3 comentários:

Santo disse...
Este comentário foi removido por um administrador do blog.
A LSD disse...

Meu delírio é a experiência com coisas reais.

J. disse...

ah, trilhos.
Bom mesmo é quando a gente pode voar