quinta-feira, 23 de setembro de 2010

A alegria existe

   mas vem e acaba

Como o domingo

  que acaba em segunda

Tão rápido

  quanto a queda da pedra

Tão logo bate na água

   se afoga no segundo

que afunda!

terça-feira, 21 de setembro de 2010

A navalha

A navalha do poeta é a palavra

Que em seus versos esculpe a face do leitor

Amável ou maldito, não importa

Corta a alma e expõe a dor

 

Classificado entre os 100 melhores no TOC140 da FLIPORTO

http://www.imcbr.org.br/letterdigital_toc140.html

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Hoje em dia é assim

O apocalipse em cada esquina

A música virou video

E o video virou latrina

A poesia é um mar

Que em marés de inspiração vem e vai

E quando bate a ressaca sempre deixa marcas

Aos que estiverem perto demais

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

domingo, 12 de setembro de 2010

Do samba ao blues

Musicando o desejo

Desse teu olhar de tango

No compasso do meu beijo

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

A voz da morte

Dizem que quando ela chega

E você ouve a voz da morte

Rapidamente em seus olhos

Projeta-se um filme da sua sorte

 

Mas ninguém se atreveu

Nem mesmo por um hobby qualquer

Dizer qual é a canção

Cantada por essa obscura vouyer

 

Hoje lhes digo, no leito eterno

Que é o som do azul infinito

Distorcido, afinado e aflito

Numa voz de paz que vem do inferno

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

À deriva

Rum no café para apreciar o mar

Vez em quando um cigarro me ajuda a pensar

A cada porto a vontade de partir

 

Meus sentimentos eu conservo

Entre a proa e o horizonte

Cortando as ondas e a brisa solitária

 

Meu coração naufragado em teu feitiço

Ó sereia, donzela dos prazeres proibidos

Tua maldição me prende ao vasto mar

 

Vã libido de água e sal

A caixa de tesouros do destino

É o rumo incerto, à deriva do teu canto angelical

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Mulher

No corpo da mulher, em toda parte eu vejo algo que me excita, uma beleza de grande utilidade sexual.
A mulher é o canivete suíço do sexo!

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Minha vontade

Ninguém mais sabe além de mim

O que eu mais quero por vontade

Cura-se em alguns casos com Dramin

Meu caderno de poesias

Escrevo igual o Alcorão

De trás pra frente, no ocidente

Fragmentos de sentimento e imaginação

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Estupor

   esse súbito não ter
   esse estúpido querer
   que me leva a duvidar
   quando eu devia crer
  

  esse sentir-se cair
   quando não existe lugar
   aonde se possa ir
 

   esse pegar ou largar
   essa poesia vulgar
   que não me deixa mentir

 

Leminski