Veio em ondas calmas e maré baixa, me convidando pra um mergulho
Me engoliu num caldo longo e profundo de paixão e loucura
Como uma pisciniana com jeito pra múcisa
Na ponta dos pés, suave e devastadora
Me pôs na dança, aguçou os sentidos
Num misticismo sem palavras
Fogo e água
Intercalando e fortalecendo os opostos
Unindo dois mundos
Indo cada vez mais a fundo nesse lance astral
Queimando a pele pra testar o tato
Comendo com com a visão e o olfato
Sigo me inundando, me entorpecendo desse gosto
Ouvindo e sentindo o vento no rosto
Elevando o sexto sentido bem acima da emoção
Parece exagero, talvez poesia
Mas a gente colhe aquilo que planta
E convive com aquilo que cria
E se há opções nesse jogo da vida eu escolhi mesmo essa estrada
Pro tudo ou nada
Os dados foram lançados a sorte
Daqui a até morte
A roleta russa tá girando e nós só temos um disparo!
E se não der pé
Nós ainda podemos mudar o calibre
quinta-feira, 19 de novembro de 2009
terça-feira, 10 de novembro de 2009
Bad Trip by heart
E os olhos eram negros
Sem ambições, sem emoções
Fundos e estáticos
Fixos ao horizonte
E as pernas eram tortas
para dentro, numa posição de stress
Magras e fracas
Trêmulas
E o corpo era inclinado
Para frente, num vai e vem
Sem equilíbrio
Sem ritimo e compasso
E a mente era lenta
Lenta e longe
Entorpecida e saudosa
Odiosa e vingativa
E o espírito era...
O espírito era ausente
Ausente
Sem ambições, sem emoções
Fundos e estáticos
Fixos ao horizonte
E as pernas eram tortas
para dentro, numa posição de stress
Magras e fracas
Trêmulas
E o corpo era inclinado
Para frente, num vai e vem
Sem equilíbrio
Sem ritimo e compasso
E a mente era lenta
Lenta e longe
Entorpecida e saudosa
Odiosa e vingativa
E o espírito era...
O espírito era ausente
Ausente
terça-feira, 3 de novembro de 2009
Pais e filhos
Visualizo o horizonte e vejo a sede da juventude
O desejo de banhar-se em águas cristalinas de pureza e liberdade
O sangue nos olhos de quem almeja alguma pureza na sociedade
E penso que ser livre é ser você mesmo
Trabalhar em prol dos seus e dos outros
Sem distinção de nacionalidade, cor, credo, time de futebol ou sexo
Penso que a escola é a maior fonte de pré-conceito
Os pais são os piores exemplos a serem seguidos
Critiquem-me ou não, mas querer o "melhor" para os seus filhos é desejar que eles sejam eles mesmos, e não o que vocês idealizam.
Sei que existem pais e pais, ideologias e ideologias, nao rotulando.
Mas mostrar o caminho não deve ser confundido com a exigência de uma só reta.
O Pai moderno quer ver seu filho em altos cargos públicos, com reconhecimento social, mas o status é muito mais perigoso que benéfico. Coisas simples como um almoço de domingo, um sermão ou uma conversa sobre relacionamentos foram deixados de lado, por exigências subjetivas de preocupação.
Nós, filhos, ficamos emputecidos com facilidade, porém, somos levados a limites de respeito e tolerância fundamentais para a vida futura. Mas pais, não abusem, somos filhos e não soldados.
Agradeço meus pais por me ensinarem ideais como respeitar para ser respeitado, e através de idéias contrárias, noções de tolerância. Agradeço maus pais por me apoiarem a largar um curso de status peculiar no terceiro ano para me dedicar ao ensino de línguas e artes literárias, um curso pouco conceituado na sociedade moderna. Agradeço, entretanto, as nossas diferenças que só acrescentaram em meu desenvolvimento como cidadão responsável pelo mundo em que vivo.
Mas pais, e filhos, cuidado com seus ideais. Professores e alunos, cuidado com suas atitudes.
A escola é uma grande disseminadora de pré-conceito. Seja ela religiosa, regional, social ou racial. Pensamos estar seguros nos ideais de ensino público e privado, mas caminhamos para um abismo enorme. As escolas enaltecem, assim como os pais modernos, profissões e cargos, e esquecem da essência. A escola, por vezes, afasta o aluno das salas de aula demonstrando toda a insatisfação com as diferenças. Professores e alunos, os quais deveriam ser parceiros, os quais deveriam crescer juntos, hoje se degladeiam numa disputa ignorante por voz ativa. Um voz ativa, porém muda, que não acrescenta em nada. Autoritarismo que antes praticado pelos professores, hoje é deveras praticado por alunos.
Conceitos de anarquia, comunidade e liberdade foram subjulgados e difamados por professores e ditadores, em uma lavagem cerebral política que nos afeta até os dias de hoje.
A anarquia, tão utópica, foi denegrida e confundida com bagunça por pessoas de mau-carater e com intenções tão egoístas que eu me revolto a assumir que fomos escravos da demagogia, da retórica mal-intencionada. A escola chegou a modernidade em um retrocesso lastimável tornando-se ferramenta ideológica do estado, e esqueceu de ser "escola".
Por isso alunos e filhos, a responsabilidade é, também, de vocês que podem e devem re-educar seus pais e professores. Mas pais e professores, não sejam ignorantes a ponto de largar tudo na mão de seus filhos e seus alunos. Somos uma união, somos humanos, e também somos animais. Só depende vocês, e de mim, escolher o caminho que quer trilhar.
Seja você mesmo quem quer que você seja, mas não esqueça que você faz parte de tudo isso, e cada atitude sua resulta em uma reação a alguém, próximo ou não.
Não semeiem essa ideologia moderna que mascára a falta de ideais que afeta os dias de hoje.
Comparados a perfumes, a sociedade anda lutando cada vez mais pelos melhores frascos, e esquecemos de experimentar o aroma que estamos comprando.
A essência é fundamental.
Dedicado aos pais e professores que lutam por uma sociedade digna e justa.
Dedicado aos filhos e alunos que tantas vezes injustiçados c0ntinuam a lutar por seus objetivos.
Dedicado a jovens e velhos.
Nunca é tarde demais pra aprender a viver em sociedade.
A nossa utópica sociedade.
Paz, liberdade, amor, respeito e educação.
"Amar e mudar as coisas me interessa mais"
(Humberto Gessinger)
O desejo de banhar-se em águas cristalinas de pureza e liberdade
O sangue nos olhos de quem almeja alguma pureza na sociedade
E penso que ser livre é ser você mesmo
Trabalhar em prol dos seus e dos outros
Sem distinção de nacionalidade, cor, credo, time de futebol ou sexo
Penso que a escola é a maior fonte de pré-conceito
Os pais são os piores exemplos a serem seguidos
Critiquem-me ou não, mas querer o "melhor" para os seus filhos é desejar que eles sejam eles mesmos, e não o que vocês idealizam.
Sei que existem pais e pais, ideologias e ideologias, nao rotulando.
Mas mostrar o caminho não deve ser confundido com a exigência de uma só reta.
O Pai moderno quer ver seu filho em altos cargos públicos, com reconhecimento social, mas o status é muito mais perigoso que benéfico. Coisas simples como um almoço de domingo, um sermão ou uma conversa sobre relacionamentos foram deixados de lado, por exigências subjetivas de preocupação.
Nós, filhos, ficamos emputecidos com facilidade, porém, somos levados a limites de respeito e tolerância fundamentais para a vida futura. Mas pais, não abusem, somos filhos e não soldados.
Agradeço meus pais por me ensinarem ideais como respeitar para ser respeitado, e através de idéias contrárias, noções de tolerância. Agradeço maus pais por me apoiarem a largar um curso de status peculiar no terceiro ano para me dedicar ao ensino de línguas e artes literárias, um curso pouco conceituado na sociedade moderna. Agradeço, entretanto, as nossas diferenças que só acrescentaram em meu desenvolvimento como cidadão responsável pelo mundo em que vivo.
Mas pais, e filhos, cuidado com seus ideais. Professores e alunos, cuidado com suas atitudes.
A escola é uma grande disseminadora de pré-conceito. Seja ela religiosa, regional, social ou racial. Pensamos estar seguros nos ideais de ensino público e privado, mas caminhamos para um abismo enorme. As escolas enaltecem, assim como os pais modernos, profissões e cargos, e esquecem da essência. A escola, por vezes, afasta o aluno das salas de aula demonstrando toda a insatisfação com as diferenças. Professores e alunos, os quais deveriam ser parceiros, os quais deveriam crescer juntos, hoje se degladeiam numa disputa ignorante por voz ativa. Um voz ativa, porém muda, que não acrescenta em nada. Autoritarismo que antes praticado pelos professores, hoje é deveras praticado por alunos.
Conceitos de anarquia, comunidade e liberdade foram subjulgados e difamados por professores e ditadores, em uma lavagem cerebral política que nos afeta até os dias de hoje.
A anarquia, tão utópica, foi denegrida e confundida com bagunça por pessoas de mau-carater e com intenções tão egoístas que eu me revolto a assumir que fomos escravos da demagogia, da retórica mal-intencionada. A escola chegou a modernidade em um retrocesso lastimável tornando-se ferramenta ideológica do estado, e esqueceu de ser "escola".
Por isso alunos e filhos, a responsabilidade é, também, de vocês que podem e devem re-educar seus pais e professores. Mas pais e professores, não sejam ignorantes a ponto de largar tudo na mão de seus filhos e seus alunos. Somos uma união, somos humanos, e também somos animais. Só depende vocês, e de mim, escolher o caminho que quer trilhar.
Seja você mesmo quem quer que você seja, mas não esqueça que você faz parte de tudo isso, e cada atitude sua resulta em uma reação a alguém, próximo ou não.
Não semeiem essa ideologia moderna que mascára a falta de ideais que afeta os dias de hoje.
Comparados a perfumes, a sociedade anda lutando cada vez mais pelos melhores frascos, e esquecemos de experimentar o aroma que estamos comprando.
A essência é fundamental.
Dedicado aos pais e professores que lutam por uma sociedade digna e justa.
Dedicado aos filhos e alunos que tantas vezes injustiçados c0ntinuam a lutar por seus objetivos.
Dedicado a jovens e velhos.
Nunca é tarde demais pra aprender a viver em sociedade.
A nossa utópica sociedade.
Paz, liberdade, amor, respeito e educação.
"Amar e mudar as coisas me interessa mais"
(Humberto Gessinger)
domingo, 25 de outubro de 2009
E quando a vida passa.
Sei lá
É tudo tão rápido
Parece que o tempo nem contou o fatos
O tempo nao contabiliza sentimento
Mas hoje!
Hoje o momento necessita de vaidade
Vontade de estar a sós, beijar e ouvir a voz!
Parece que o domingo virou pó.
Segundos depois de ouvir você partir, e isso foi ontem a noite.
Nem sei se quero o vento, nem sei se quero mesmo este momento
Melhor seria se vc estivesse aqui
Tão só.
Querendo que a lua brilhe... sem medo da luz e da sombra
Que sombra?
Tudo que eu vejo é luz.
Cor do luar... lugar pra amar??
A gente sempre dá um jeito.
Falta convite pela falta jeito... toda hora é tempo, todo tempo é lugar
Sei lá.. falta mesmo é poesia pro poeta apaixonado.
Sei lá
É tudo tão rápido
Parece que o tempo nem contou o fatos
O tempo nao contabiliza sentimento
Mas hoje!
Hoje o momento necessita de vaidade
Vontade de estar a sós, beijar e ouvir a voz!
Parece que o domingo virou pó.
Segundos depois de ouvir você partir, e isso foi ontem a noite.
Nem sei se quero o vento, nem sei se quero mesmo este momento
Melhor seria se vc estivesse aqui
Tão só.
Querendo que a lua brilhe... sem medo da luz e da sombra
Que sombra?
Tudo que eu vejo é luz.
Cor do luar... lugar pra amar??
A gente sempre dá um jeito.
Falta convite pela falta jeito... toda hora é tempo, todo tempo é lugar
Sei lá.. falta mesmo é poesia pro poeta apaixonado.
sábado, 24 de outubro de 2009
Parte II
E no reino as batalhas por poder continuam.
Porém, nas vielas singelas seguem suas vidas as pessoas de bem.
O vagabundo com sua garrafa de cachaça, a donzela com sua tímida beleza, e os figurantes da história. Todos eles de um lado para o outro, ocupados com seus afazeres, sonhando com o dia de amanhã.
O vagabundo por vezes encantado pela donzela, não sabe como convidá-la pra um jantar. E se soubesse, o que ofereceria? Precisa se preparar melhor.
Conhecer a donzela é fundamental.
A donzela, já farta de vagabundos continua seu caminho sem muito se importar.
Mas sente a poesia no olhar desse único desocupado. Não sabe expressar, nem mesmo sabe se sabe.
Mas é claro e evidente, que o caso é diferente. Se não fosse, não teria porque contar.
Cortando a dramatização da história, eles se encontram, e se acertam, cada um do seu jeito, ele explicando coisas, ela sem entender ouvindo tudo com atenção. Ele nem sabe qual é a razão, mas quer contar do seu jeito desajeitado. E ela parece querer saber como funciona essa mente insana.
Demanda tempo e vocabulário polido pra que eu demonstre nestas linhas o brilho dessa hitória, porém, na falta da poesia, eu relato essa parte do romance pedindo a que vocês leitores, interessados ou não, pensem na lua, em céu limpo e estrelado. Enxerguem nela o brilho do sentimento apaixonado. Convertam todo esse sentimento para o fatídico romance do reinado.
Fatídico no sentido de que prediz o futuro, e não no sentido trágico.
O vagabundo e a donzela estão se encontrando pelo vilarejo. Num suspiro doce e demorado de experimentação do sentimento.
(A cena acaba quando eles se beijam, com a lua de fundo, e ela se despede dizedo que vai entrar em contato. E ele entende a partida, mas espera que ela volte pros seus braços)
(continua)
Porém, nas vielas singelas seguem suas vidas as pessoas de bem.
O vagabundo com sua garrafa de cachaça, a donzela com sua tímida beleza, e os figurantes da história. Todos eles de um lado para o outro, ocupados com seus afazeres, sonhando com o dia de amanhã.
O vagabundo por vezes encantado pela donzela, não sabe como convidá-la pra um jantar. E se soubesse, o que ofereceria? Precisa se preparar melhor.
Conhecer a donzela é fundamental.
A donzela, já farta de vagabundos continua seu caminho sem muito se importar.
Mas sente a poesia no olhar desse único desocupado. Não sabe expressar, nem mesmo sabe se sabe.
Mas é claro e evidente, que o caso é diferente. Se não fosse, não teria porque contar.
Cortando a dramatização da história, eles se encontram, e se acertam, cada um do seu jeito, ele explicando coisas, ela sem entender ouvindo tudo com atenção. Ele nem sabe qual é a razão, mas quer contar do seu jeito desajeitado. E ela parece querer saber como funciona essa mente insana.
Demanda tempo e vocabulário polido pra que eu demonstre nestas linhas o brilho dessa hitória, porém, na falta da poesia, eu relato essa parte do romance pedindo a que vocês leitores, interessados ou não, pensem na lua, em céu limpo e estrelado. Enxerguem nela o brilho do sentimento apaixonado. Convertam todo esse sentimento para o fatídico romance do reinado.
Fatídico no sentido de que prediz o futuro, e não no sentido trágico.
O vagabundo e a donzela estão se encontrando pelo vilarejo. Num suspiro doce e demorado de experimentação do sentimento.
(A cena acaba quando eles se beijam, com a lua de fundo, e ela se despede dizedo que vai entrar em contato. E ele entende a partida, mas espera que ela volte pros seus braços)
(continua)
domingo, 18 de outubro de 2009
Sobre águas passadas
As vezes quero a chuva pare
Mesmo que o mundo desabe sob o céu azul
As gostas escorrem pela janela enquanto espero que a distância faça sentido
O céu chorando alimenta a solidão e a saudade
E por dentro, no peito, o sentimento arde com águas passadas
Não importa se quente ou frio
As vezes quero que o céu brilhe sobre nossas cabeças
A temperatura a gente ajeita quando o coração nao se sente só
Voltar ao pó, de onde viemos
Nem importa mais onde queríamos chegar
Se o que importava ficou pra trás, num dia nebuloso.
As vezes quero que chuva pare
Mas nem sempre espero que o sol brilhe
Na maior parte do tempo não sei o que eu quero
Só quero que o tempo mude
Só quero que o dia passe
Só quero não querer que ela volte
Mas as vezes, e só as vezes quero que o mundo desabe
Que a água que cai do céu me lave
Que as correntes de ar conduzam a chuva pra minha alma
Que as nuvéns me cubram de esperança e novidades
Que o sentimento mude, pra viver de verdade
As vezes quero esquecer que o céu brilhava
E como a chuva, caindo no rio correr junto com a aguá
E deixar pra trás o tempo em que os olhos dela me iluminavam
As vezes quero... que o mundo pare
Mesmo que o mundo desabe sob o céu azul
As gostas escorrem pela janela enquanto espero que a distância faça sentido
O céu chorando alimenta a solidão e a saudade
E por dentro, no peito, o sentimento arde com águas passadas
Não importa se quente ou frio
As vezes quero que o céu brilhe sobre nossas cabeças
A temperatura a gente ajeita quando o coração nao se sente só
Voltar ao pó, de onde viemos
Nem importa mais onde queríamos chegar
Se o que importava ficou pra trás, num dia nebuloso.
As vezes quero que chuva pare
Mas nem sempre espero que o sol brilhe
Na maior parte do tempo não sei o que eu quero
Só quero que o tempo mude
Só quero que o dia passe
Só quero não querer que ela volte
Mas as vezes, e só as vezes quero que o mundo desabe
Que a água que cai do céu me lave
Que as correntes de ar conduzam a chuva pra minha alma
Que as nuvéns me cubram de esperança e novidades
Que o sentimento mude, pra viver de verdade
As vezes quero esquecer que o céu brilhava
E como a chuva, caindo no rio correr junto com a aguá
E deixar pra trás o tempo em que os olhos dela me iluminavam
As vezes quero... que o mundo pare
quarta-feira, 14 de outubro de 2009
Parando pra pensar
Me perguntaram se abandonei a luta.
Onde estão o textos sobre revolução?
Sobre esperança?
Sobre luta pela liberdade?
Onde estão os gritos?
A verdade meu caro, é que acabou sendo muito mais paz e amor.
Hoje escrevo sobre a vida, o dia-a-dia.
Sobre a lua e o trago do cigarro. Acredito que construimos a revolução através dos passos que damos. E é isso que me toma noites, papeis e canetas.
O andar de um bebum, próximo a valeta, não é apenas um descaso com a sociedade.
É a poesia de verdade, nua, crua, feita de carne e osso.
Fígado, entranhas e o que mais for.
Escrevo sobre a solidão que me atormenta, sobre os amores que me acalmam(e atormentam).
Escrevo sobre amigos, sobre bares e seres vivos.
O mar, o por do sol... o tempo que consome o tempo.
Sobre tudo... escrevo sobre amor à tudo isso.
Por que é através dele que guiamos nossos passos, e é por esse caminho que chegaremos ao tão esperado sonho de liberdade.
Isso é sobre contos.
Isso é sobre a realidade.
E a bandeira continua asteada!
Onde estão o textos sobre revolução?
Sobre esperança?
Sobre luta pela liberdade?
Onde estão os gritos?
A verdade meu caro, é que acabou sendo muito mais paz e amor.
Hoje escrevo sobre a vida, o dia-a-dia.
Sobre a lua e o trago do cigarro. Acredito que construimos a revolução através dos passos que damos. E é isso que me toma noites, papeis e canetas.
O andar de um bebum, próximo a valeta, não é apenas um descaso com a sociedade.
É a poesia de verdade, nua, crua, feita de carne e osso.
Fígado, entranhas e o que mais for.
Escrevo sobre a solidão que me atormenta, sobre os amores que me acalmam(e atormentam).
Escrevo sobre amigos, sobre bares e seres vivos.
O mar, o por do sol... o tempo que consome o tempo.
Sobre tudo... escrevo sobre amor à tudo isso.
Por que é através dele que guiamos nossos passos, e é por esse caminho que chegaremos ao tão esperado sonho de liberdade.
Isso é sobre contos.
Isso é sobre a realidade.
E a bandeira continua asteada!
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