terça-feira, 24 de agosto de 2010

Da tua incerteza vem a minha insegurança

Ou vice e versa

Enquanto eu verso a minha frente

Voce me enfrenta sem conversa

Lograram os críticos

Imitando Camões

Pra quebrar o protocolo

Pouco tempo depois

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Ler é bom

Escrever também é

Um traz arte à vida

Outro faz da vida arte

Assim como ela é

Poetinha

Eu junto todo sentimento num punhado de palavras
E você não sabe se é verdade ou se é drama
Então desencana
Que isso não leva a nada
Num copo mais profundo que o poema
Mil mágoas se afogam bem mais depressa
Nas rimas te torturo com os meus dilemas
E enquanto tu choras, madrugada afora
Declamo versos cafajestes
Desses ao pé da orelha
Para alguém que um dia quem sabe
Seja o meu problema
Em verso ou prosa

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Verso Livre

Esse beijo que me enlouquece
Meu bem, eu espero sinceramente
Que continue a me entorpecer, caliente
Causando essa eterna paixão de moleque

Eu espero também, meu bem
Que eu possa te fazer tão ou mais feliz
Quanto cada segundo que me mostra e me diz
Que serei do seu amor eterno refém

Pois venha então agora, pode entrar
A noite vem caindo e com ela o luar
Iluminará meus versos livres, de paixão

Pois a forma do amor pode ser assim
Não precisa ser reta do começo ao fim
Mesmo assimétrica é pura perfeição

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Sabotagem

 

Que boca suja tem este garoto

Cometeu uma gafe, puro engano

Queria tanto o sexo alheio

Mas invés de “sexo” falou “eu te amo”

 

Onde ficam os bons costumes?

Em público não se fala, nem pensar

Hoje em dia pra foder sem compromisso

Sabotaram o sincero “vou te amar”

(Ramon Ronchi)